Filipe Melo

FILIPE MELO

Desde que foi detido e interrogado pela PJ por pirataria informática em 1992, Filipe optou por uma carreira na música. Tornou-se então um pianista versátil que tem como principais influências o estilo de Oscar Peterson, Bobby Timmons e Mulgrew Miller. Iniciou a sua formação musical na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, estudando com Mário Laginha, Carlo Morena e Rodrigo Gonçalves.

Ao mesmo tempo, frequenta a Academia de Amadores de Música para estudar música clássica. Grava o primeiro álbum aos 17 anos, com a banda pop “Los Tomatos”. Tem oportunidade de fazer arranjos de big band e de cordas para os “Irmãos Catita” e grava também com o grupo Peste e Sida.

Interrompe o curso de Comunicação Social no segundo ano devido à atribuição de uma bolsa para ingressar no Berklee College of Music em Boston. Teve aulas e workshops com os professores Joanne Brackeen, Ray Santisi, Benny Green, James Williams, Aaron Goldberg e Monty Alexander.

Em 1998 participa numa workshop em Itália, onde é distinguido com o 'Outstanding Musicianship Award', sendo convidado a representar a escola no Umbria Winter Jazz Festival. Em Boston, actua no M.I.T. com a Berklee Concert Jazz Orquestra com Herb Pomeroy. Em 2000 completa o curso de Piano e regressa a Portugal, surgindo a oportunidade de participar em diversos festivais de Jazz por Portugal.

O seu trio tem tocado em diversos locais como o Centro Cultural de Belém, Forum Lisboa, Teatro Gil Vicente, Teatro Taborda, Hotclube, e auditórios e festivais de Jazz pelo resto do país.

Aos 20 anos é convidado a leccionar na escola profissional de música de Almada (EPMA), onde permaneceu durante 2 anos.

Entretanto, é co-director e webdesigner da campanha de Manuel João Vieira na sua candidatura à Presidencia da Republica.

Lecciona na escola de Jazz do Hotclube de Portugal, onde é coordenador do departamento de piano e no Conservatório do Funchal.

Tem tocado com músicos como Carlos do Carmo, Orquestra Metropolitana, Sinfonietta de Lisboa, Hal 'Cornbread' Singer, Herb Geller, Perico Sambeat, Joana Machado, Afonso Pais, Darren Barrett, Stratos Vougas, Pedro Moreira, João Moreira, Bernardo Moreira, Carlos Barretto, Carlos Martins, Laurent Filipe, Jacinta, Lena D´àgua, Jesus Santandreu, Laurent Filipe, Bruno Santos, Marta Hugon, entre muitos outros excelentes músicos nacionais.

Em 2003 ganha o prémio "Músico Revelação" pelo site jazzportugal.net, por José Duarte.

Alguns meses mais tarde, vence o prémio revelação jovem músico "Luiz Villas-Boas" da Câmara de Cascais..

Na área do cinema, acompanha Isabelle Huppert ao piano no filme "Deux" de Werner Schroeter, e grava um tema para a banda sonora do filme "Os Imortais" de António Pedro Vasconcelos. Compõe ainda banda sonora para o documentário "Entre Muros", da RTP e grava um tema de MJ Vieira para a banda sonora do filme “A Bomba” de Lionel Vieira.

Em 2001, decide investir numa paixão de infância. Torna-se o criador e produtor do primeiro filme de mortos-vivos português - "I´ll see you in my dreams". Este filme viajou pelo mundo tendo arrecadado 12 prémios em festivais de cinema – Fantasporto, Méliès d´Or (Holanda). Este filme bateu um recorde absoluto de 200.000 espectadores em salas de cinema, e fez com que fundasse a sua própria produtora - O Pato Profissional Produções. Com o filme, viaja um pouco por todo o mundo.

Foi realizador do mais recente teledisco do famoso grupo MOONSPELL e de um aclamado documentário “O Homem que gostava de Zombies”, sobre um realizador fictício chamado Eurico B. Catatau.

Em 2005, foi convidado pelo FANTASPORTO para integrar o júri internacional no concurso dos 25 anos do Festival, onde conheceu os seus ídolos Dario Argento, Guillermo del Toro e John Hurt.

Em 2006 foi juri do prestigiado Méliès d´Or, prémio internacional da Federação de cinema fantástico, em Helsínquia.

Fez a direcção musical do concerto encenado "O mundo do jazz", na Fundação Calouste Gulbenkian.

Completou uma gravação e tournée em Setembro com o saxofonista lendário Donald Harrison.

Esteve em actividade como pianista e arranjador para o fadista Camané, num espectáculo no teatro S.Luiz intitulado "Outras Canções II".

Recentemente, produziu e realizou uma série de episódios com o título "Um Mundo Catita", a ser exibida em breve num canal generalista. Está ainda a preparar uma longa metragem de aventuras, a ser rodada em 2008, tendo recebido o apoio do Instituto de Cinema para a mesma.


TEXTOS


"Um pianista sem complexos em relação à filiação na tradição do Jazz, capaz de esquecer a profundidade harmónica que Bill Evans trouxe ao jazz, em proveito de uma linguagem mais franca e acessível, baseada num swing irresistível. Outro dos factores de sucesso desta obra inicial de Filipe Melo é a empatia com os seus dois companheiros. Bernardo Moreira desliza com presteza pelas cordas do contrabaixo, criando linhas firmes, que permitem a Filipe Melo dar largas às suas ideias. Ideias essas que encontram eco na notável prestação de mais um excelente guitarrista português, Bruno Santos. Um bom pianista português com que haverá que contar."

Raul Vaz Bernardo, Expresso


"A estreia faz-se com nove standards e apenas um original. E é talvez surpreendente supor que é isso quanto basta para revelar um universo criativo próprio, bem definido, e demonstrar as virtudes de um disco que merece ser considerado como um dos grandes acontecimentos no jazz nacional nos tempos recentes. Mas a verdade é que basta. E basta por várias razões, que vão da original escolha de repertório à inteligência e talento derramados nos arranjos, passando pela consistência narrativa do jovem pianista Filipe Melo e pela inesgotável capacidade que o seu trio tem de produzir um swing seguro e altamente contagiante."

João Pedro Oliveira


DISCOGRAFIA

- Marta Hugon (2008) Storyteller (Som Livre)
- Trio de Filipe Melo (2005) Debut (CleanFeed/Tremazul)
- Marta Hugon (2005) Tender Trap (Som Livre)
- Laurent Filipe (2005) Ode For Chet Baker (Som Livre)
- Filipe Melo and SPJ group (2007) - Jazz no Principal
- JP Simões (2007) - "1970" - Ed. Norte-Sul
- Carlos do Carmo no Coliseu + Orq. Metropolitana (2005) - Ed. Montepio Geral - Irmãos Catita (2001) Mundo Catita
- Peste e sida – Tóxico (2000)
- Los Tomatos - Granda Flash (1999)


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